Como usar o whatsapp
para a causa revolucionária
Importa aos revolucionários de toda estirpe, da era informacional, comunistas ou não, mas dedico especialmente aos camaradas do vindouro movimento TRUST REVOLUTION.
Gosto de assistir várias vezes os filmes que gosto.
Uma amiga me indicou o CÓDIGO DE CONDUTA que cita o estrategista militar Von Clausewitz e, ao mesmo tempo que lia um pouco do histórico de vida do Engels nos livros da editora Boitempo que consta assim "sua contribuição [do Friedrich Engels] para a New American Encyclopaedia [Nova Enciclopédia Americana], versando sobre as guerras, faz dele um continuador de Von Clausewitz e um precursor de Lenin e Mao Tsé-tung", fez-me refletir e bater a ideia de escrever como usar o whatsapp de maneira revolucionária.
Seguinte.
Você precisa entrar em todos [TODOS] os grupos whats que encontrar pela frente, não importa, até grupo de amizades está valendo, até de direita também. Sei que é difícil ter tempo e paciência pra ficar em grupos whats os mais terríveis, chatos e burros. Seria a primeira etapa a entrada.
É mais ou menos como a polícia faz, é usar o elemento surpresa e chegar chegando indo logo ao que interessa. Estando no grupo a primeira coisa que eu proponho é o "jogar pra galera" dizendo assim: "este aqui é um grupo de comunistas" ou simplesmente o libelo "grupo de comunistas". Pela minha experiência, tal ilação inicial detona uma grande quantidade de respostas: os esquerdistas veem ali nas minhas provocações um bolsominion acusando os outros de comunas. Os de direita veem ali um esquerdista debochado pregando o comunismo. Aqui a segunda etapa: a provocação.
Aparece muitas outras respostas. O objetivo aqui nesta etapa é concentrar as discussões em torno da perspectiva comunista, estimulando que todos discutam concordando ou discordando abrindo para a terceira etapa: o mapeamento das posições de cada número participante.
Tudo isso exige tempo, paciência e um pouco de conhecimento do pensamento revolucionário para segurar a atenção do grupo em torno de sua perspectiva.
Se o grupo for bom ao ponto de fornecer boas discussões e diálogos sem sua colaboração, é melhor ainda.
Após o mapeamento, é hora de recuar e sair do grupo e aí você joga outra conversa dizendo que não pode ficar no grupo mas que volta daqui a uma semana.
Para a estratégia proposta no texto é recomendável que não permaneça em muitos grupos por muito tempo, minha proposta é um grupo de cada vez, saia do grupo mas deixe-o gravado no seu aparelho, não o apague e não apague também as discussões ou pelo menos as postagens mais interessantes, a quarta etapa então é sair do grupo.
Assim você vai fazendo uma lista de grupos no seu aparelho.
Agora começa a quinta etapa: a volta.
Tire um tempo pra voltar ao primeiro grupo da lista que você entrou. Agora chegou a hora de conversar individualmente com os números participantes das discussões que você acha que podem ser conquistados.
Eu faço assim: eu classifico os numeros que podem ser conquistados em dois tipos: os abertamente comunistas e os não-comunistas (entra aqui esquerdistas, anarquistas, reformistas, social democratas ou os de abertura que queiram minimamente dialogar).
Certa vez eu encontrei uma pessoa chamado Nilo e eu percebi pelos diálogos que ele, talvez sem saber, é de direita, em que pese compartilhar comigo abaixo-assinados de impeachment de Bolsonaro. Percebi que ele tem muita abertura pra rodas de conversas revolucionárias o que mostra que a velha dissociação esquerda/direita pouco diz o que as pessoas pensam e são de verdade.
Se diriga à postagem dos comunistas e use o recurso "responder no particular" se apresentando novamente (pois os participantes esquecem ou apagam postagens) e agora sim inicie as discussões privadas, no meu caso eu convido para grupo de estudos da teoria de Marx e dos marxistas.
Para os não-comunistas, convido para o Trust Revolution.
Agora vamos cuidar dos numeros que estão nos grupos mas que nunca participam de nada. Com estes vamos ter que no privado lapidar desde o zero, voce não sabe nada dele, se for de direita voce descarta, se perceber que não é de direita você tenta aproveitar de um jeito ou do outro conforme expliquei acima.
Deixa eu levantar algumas exceções: quando sou expulso do grupo, bloqueado por algúem ou quando um direitista tenta se passar por um de nós.
O bloqueio e a expulsão podem ser facilmente contornados havendo uma firme organização revolucionária no qual um age quando o outro não pode.
Na última exceção, conforme eu disse, sou um camarada bem aberto pra conversar até com a falsidade ideológica, para estes mantenho um grupo de distração que é um grupo que se passa por comunista porém cujos membros são todos de direita, coloco todos como administradores pra anular o elemento surpresa deles, se quiser que fiquem com o grupo, eu faço outro, é só pra distração mesmo, não tem importância organizativa.
Se você percebe que o grupo é composto por centenas de direitistas voce sabe que as chances de captar mentes é pequena. Neste caso eu proponho que voce deve se contentar em falar apenas com os DDD de seu estado de origem.
Então aqui está um pequeno manual do guerrilheiro de whatsapp.
De onde e como voces acham que eu encontro tanta gente boa afinal de contas? É preciso pensar um trabalho de engenharia sócio-política, o whatsapp é um oceano de oportunidades. Quem hoje nao tem zap?

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